quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Carlos Dafé

Carlos Dafé (José Carlos de Sousa Dafé) nasceu no Rio de Janeiro/RJ, no dia 25 de outubro de 1947.

Cantor, compositor e instrumentista, nasceu no subúrbio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Seu pai, José de Sousa, foi funcionário público e tocador de chorinho. Sua mãe, Conceição Gonçalves, foi poeta e incentivadora da musicalidade dos filhos. Seus irmãos são músicos e compositores: Jorge Badezir (violonista e baixista), Tuninho de Souza (guitarrista e bandolinista), Luiz Carlos (violonista), Paulo César (cantor). Seu filho, Georgemari Dafé, segue os passos do pai e além de cantar e compor, toca cavaquinho e percussão. Sua filha Verônica Dafé, estudou canto na Falarte e atua como cantora e backing vocal em seus shows. Vindo de família de músicos, aos quatro anos já corrigia alguma nota errada que, por ventura, seu pai ou qualquer dos amigos chorões tivesse cometido. Aos 11 anos já estudava no Conservatório de Música. Aos 14 já tocava acordeom e vibrafone em conjuntos e orquestras. Em 1970, fez turnê com o grupo Fuzi 9, do Corpo de Fuzileiros Naval, por Salvador (Bahia), Porto Rico, Martinica e Curaçau.

Multiinstrumentista, toca violão, guitarra, baixo, piano, acordeom e vibrafone.

Inicialmente, em 1967, apareceu no grupo Dom Salvador e Abolição, primeiro grupo de negros a tocar soul music em um festival da TV Globo. Em 1972, gravou um compacto simples com as músicas "Venha matar saudades" e "Verônica", ambas de sua autoria. Por essa época, Tim Maia ao ouvir esse seu primeiro disco, o convidou para integrar a sua banda como tecladista e vocalista. Mais tarde, passou a fazer parte do movimento de soul music no Brasil (Movimento Black Rio), juntamente com Tim Maia, Dom Salvador, Cassiano, Gérson King Combo, Lincoln Olivetti, Sandra Sá, Dom Filó (Equipe Soul Gran Prix), Alcione (irmão de Oberdan Magalhães), Nirton, Banda Black Rio, Robson Jorge, Os Diagonais, Toni Tornado e Paulinho Guitarra, entre outros.

No ano seguinte, apareceu como músico, tocando contrabaixo ao lado de Luiz Carlos Vinhas, Osmar Milito e Luizinho Eça. Por essa época, acompanhava Alcione, Nana Caymmi, Emílio Santiago, Joanna, entre outros artistas da MPB, que também interpretavam suas composições. Em 1974, gravou um compacto simples com as músicas "Passarela" e "Bloco da minha rua", ambas de sua autoria. Neste mesmo ano, Alcione interpretou "Acorda que eu quero ver". Ainda neste ano, Nana Caymmi gravou "Passarela" e "Acorda que eu quero ver". No ano seguinte, em 1975, Alcione interpretou "Quadro de Ismael" (c/ Toninho Lemos). Em 1976, outras cantoras gravaram composições suas: Dóris Monteiro "Pra não padecer" e Núbia Lafayette "Basta um gesto seu". No ano posterior, em 1977, foi incluído uma composição sua "Pra que vou recordar o que chorei", na novela Dona Xepa, da TV Globo, saindo neste mesmo ano, o disco com a trilha sonora pela gravadora Som Livre. Ainda neste mesmo ano de 1977, a gravadora Warner lançou o LP Pra que vou recordar o que chorei. Neste mesma época, foi produzido para o programa "Fantástico", da TV Globo dois clipes com as músicas "De alegria raiou o dia" (c/ Mita) e "Bichos e crianças" (c/ Marilda Barcelos).

Em 1978, lançou pela Warner o LP Venha matar saudades. No ano seguinte, lançou o disco Malandro dengoso, pela gravadora Warner.

Ficou afastado da carreira artística por cinco anos devido a um acidente, o que lhe custou inclusive a perda de memória. Retornou aos discos em 1983,

A gravadora RCA Victor, em 1983, lançou o disco De repente, do qual foi produzido para o programa "Fantástico", da TV Globo um clipe com a música "De Repente" (c/ Reyna). No ano de 1984, lançou um compacto simples pela gravadora RGE com a música "Deixa pra lá". Neste mesmo ano, a música foi incluída na novela "Livre Pra Voar", da TV Globo, saindo posteriormente em LP pela Som Livre, integrando a trilha da novela. No ano seguinte, em 1985, a gravadora Acorde lançou o disco O Trem da gente. Neste LP, interpretou várias canções suas e "Pra que complicar", de Marquinhos e Gilson Mendonça, sendo esta, a música de trabalho do disco. Neste mesmo ano, Beth Carvalho incluiu em seu disco Das bênçãos que virão com os novos amanhãs, uma composição de sua autoria; "Zi-Cartola", em parceria com Toninho Lemos. Em 1997, foi lançado o CD O seu jeito de olhar, produzido por Gabu (do Grupo Raça Negra) para o Selo Perfil. O disco teve como destaque a música "O seu jeito de olhar" (Gabu, Álvaro e Luís Carlos da Portela). Neste mesmo ano, Mart'nália no disco Minha cara, lançado pela gravadora ZFM Records, interpretou "Pra que vou recordar o que chorei".A Warner Music no ano seguinte, em 1998, lançou, através da Coleção Pop, uma coletânea reunindo seus maiores sucessos extraídos dos três discos feitos para a gravadora.

No ano 2000, a gravadora Warner Music, através da Série Dois Momentos, lançou em um único CD, os dois discos Pra que vou recordar o que chorei e Venha matar saudades. A coletânea foi produzida por Charles Givan (do grupo Os Titãs). Neste mesmo ano, participou do show em homenagem a Tim Maia, no Ballroom, no Rio de Janeiro. Ao final do show, todos os presentes (Ed Motta, Sandra de Sá, Macau, Cláudio Zoli e Pedro Camargo Mariano) cantaram juntos a sua música "Pra que vou recordar o que chorei". Ainda no ano 2000, fez temporada com Zeca do Trombone na Gafieira Elite, no Rio de Janeiro, acompanhado de seus irmãos Jorge de Souza no baixo e Toninho de Souza na guitarra, que formam a Banda Malandro Dengoso. Por essa época, participou do CD da Banda Molengotengo, da qual faz parte seu irmão caçula Paulo César. Neste disco interpretou "Minha mãe", de Altay Veloso e Paulo César Feital.

Entre os intérpretes de suas músicas estão:Tim Maia ("Já era tempo de você", "Sufocante" e 'Pra que vou recordar o que chorei"), Cauby Peixoto ("Onde foi que eu errei") e Agnaldo Timóteo ("Sonho de um menino pobre" e "Venha matar saudades").

A cantora e pianista radicada na França, Tânia Maria, gravou várias parcerias de ambos, como: "Transamazônica", "A cruz", "No ano que vem" e "Nessa festa de luz", Tânia Alves em "Firmeza", Márcia Maria em "O jeito é não vacilar". Elza Soares gravou de sua autoria com Lourenço "Mais uma vez". Marinês gravou "Se pega com Deus", parceria sua com Wandenberg e Antônio Faustino.

Sua música mais gravada foi "Pra que vou recordar o que chorei", que já contabilizou mais de 20 regravações de diversos artistas como Emílio Santiago, Patrícia Marques, Grupo Razão Brasileira, Tim Maia, Mart' nália , Edmon, Royce do Cavaco, Grupo Força Maior, Ivete Sangalo, Zeca Baleiro e José Lucas, nos Estados Unidos.

Ainda no ano 2000, fez o show de lançamento do disco Série Dois Momentos no teatro Rival, no Rio de Janeiro. Neste show, recebeu vários convidados como Jorge Aragão, Ed Motta, Lúcio Sherman, Heitorzinho dos Prazeres, Dubhai e Luiz Melodia. Na virada do século e do milênio, participou ao lado de Nelson Sargento, Walter Alfaiate, entre outros, do show em Copacabana. Em 2001, o grupo Katinguelê regravou um de seus maiores sucessos: "Venha matar saudades"; Dom Mita regravou "De alegria raiou o dia" (c/ Dom Mita), disco no qual participou em dueto com o parceiro e ainda incluiu neste mesmo disco, "Que sorte a minha" (c/ William Félix). Neste mesmo ano, mais dois LP' s seus foram relançados em CD: Malandro dengoso de 1979 e De repente, de 1983. Ainda neste ano, Seu Jorge (ex-integrante do grupo Farofa Carioca) interpretou "Pra que vou recordar o que chorei" e "De alegria raiou o dia", nesta última, contando com a participação especial do compositor. No final de 2001, ao lado de Luiz Melodia e David Corrêa, entre outros artistas, participou do show de reveillon na Praia da Moreninha, na ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

Em 2002 participou da coletânea "Conexão carioca 3" produzida por Euclides Amara e com apresentação do poeta e letrista Sergio Natureza. Neste CD interpretou em dueto com Lúcio Sherman "Considerações" parceria sua com Lúcio Sherman e Euclides Amaral. Ainda neste ano, em dueto com Luzia Motta, regravou "Considerações", incluída na coletânea "Quem são os novos da MPB?" produzida por Lúcio Sherman para o selo Puro Som.

Fonte: Conexão Carioca.

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