sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fagner

O cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor Raimundo Fagner Cândido Lopes, conhecido com Raimundo Fagner ou simplesmente Fagner, nasceu na cidade de Orós, Ceará, em 13 de outubro de 1949.

Mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, Fagner nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós.

Foi batizado em 27 de Dezembro na Igreja do Carmo em Fortaleza. Aos seis anos, Fagner ganhou um concurso infantil na rádio local, cantando uma canção em homenagem ao dia das mães.

Na adolescência, formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias músicas. Venceu em 1968 o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou", parceria sua com Marcus Francisco.

Tornou-se popular no estado em 1969, após comparecer em programas televisivos de auditório na TV Ceará. Juntou-se a outros compositores cearenses como Belchior, Jorge Mello, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra e o grupo ficou conhecido como "o pessoal do Ceará". Também no ano de 1969, após ganhar o 'I Festival de Música Popular do Ceará - Aqui no Canto', Fagner saiu em excursão junto com o grupo de música e teatro do Capela Cistina. Foram para Buenos Aires de ônibus e a viagem durou 45 dias.

Fagner mudou-se para Brasília em 1970 para estudar arquitetura. Participou do Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília com "Mucuripe", em parceria com Belchior, e classificou-se em primeiro lugar. No mesmo festival, recebeu menção honrosa e prêmio de melhor intérprete com "Cavalo Ferro" (parceria com Ricardo Bezerra) e sexto lugar com a música "Manera Fru Fru, Manera", também com Ricardo Bezerra. A partir de então, Fagner consegue despertar a atenção da imprensa do Sudeste, sendo suas canções intensamente executadas nos bares da capital do país.

Em 1971, Fagner gravou seu primeiro compacto simples em parceria com outro cearense, Wilson Cirino. O disco foi lançado pela gravadora RGE, mas não fez grande sucesso. O Objetivo da gravadora era bater o sucesso de cantores como Antônio Carlos e Jocafi. Ainda em 1971, Fagner foi para o Rio de Janeiro.

Elis Regina gravou "Mucuripe", que se tornou o primeiro sucesso de Fagner como compositor e também como cantor, pois gravou a mesma música em um compacto da série Disco de Bolso que tinha, do outro lado, Caetano Veloso interpretando "A Volta da Asa Branca".

O primeiro LP, "Manera Fru Fru, Manera", veio em 1973 pela gravadora Philips, incluindo "Canteiros", um de seus maiores sucessos, música sobre poesia de Cecília Meireles. O disco teve participação de Bruce Henry – contra-baixista trazido da Inglaterra por Gilberto Gil – Naná Vasconcelos e Nara Leão. Apesar de tudo, o disco vendeu apenas 5 mil cópias e foi retirado de catálogo. Só foi relançado em 1976.

O cantor fez, também em 1973, a trilha sonora do filme "Joana, a Francesa", que o levou à França, onde teve aulas de violão flamenco e canto. De volta ao Brasil, Fagner gravou, no ano de 1975, seu segundo álbum de estúdio, o "Ave Noturna", lançado pela gravadora Continental. O disco atingiu um sucesso considerável de vendas, e, pela primeira vez, Fagner teve uma de suas canções na trilha sonora de uma novela, "Beco dos Beleiros", de Petrício Maia e Brandão, na novela "Ovelha Negra" da TV Tupi.

Ainda pela gravadora Continental, gravou um compacto simples ao lado de Ney Matogrosso.

O seu terceiro disco, pela gravadora CBS (Sony Music), com o título "Raimundo Fagner", foi um sucesso em vendas. Somente na primeira semana foram vendidos mais de 40 mil exemplares. Os arranjos bem elaborados e a qualidade de gravação, fizeram do álbum um dos melhores do ano de 1976. Esse álbum marcou a entrada de Fagner no repertório romântico. Ao mesmo tempo, Fagner gravou músicas de sambistas, como "Sinal Fechado", de Paulinho da Viola.

Os trabalhos seguintes, como seu quarto disco, "Orós" (1977) -- que teve arranjos e direção musical de Hermeto Pascoal --, demonstram uma atitude mais vanguardista e menos preocupada com o sucesso comercial.

Fechando a década de 1970, Fagner lançou mais dois discos: "Eu Canto" (1978), com outro poema de Cecília Meireles – "Motivo", musicado por Fagner e sem os créditos da poetisa e "Beleza" (1979).

Fagner foi considerado, pelos leitores da Revista Playboy, o melhor cantor do ano de 1979. Em segundo lugar ficou Roberto Carlos.

Nos anos 80, Fagner dividiu-se entre gravações de temas nordestinos e românticos. O primeiro LP dos anos 80 foi "Eternas Ondas" que teve, na parte instrumental, a participação de Zé Ramalho, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, dentre outros. Nesse mesmo disco, Fagner fez uma versão, com ajuda de Frederico Mendes, do clássico de John Lennon e Yoko Ono "Oh My Love", do álbum Imagine de 1971. Aproveitando o auge de Fagner em sua carreira, a gravadora Continental lançou o disco "Juntos - Fagner e Belchior", uma compilação que continha faixas do disco "Ave Noturna", o único de Fagner lançado pela Continental. A Polydor, por sua vez, recolocou para venda o disco "Manera Fru Fru Manera".

Em 1981, Fagner gravou o álbum "Traduzir-se", um grande marco em sua carreira . O disco foi lançado em toda a Europa e América Latina e vendeu mais de 250 mil exemplares em pouco tempo, recebendo disco de platina. Também em 1981, lançou um álbum em espanhol, um antigo sonho de carreira.

Em 1982, Fagner lançou "Sorriso Novo" que tinha como canções, poemas de Fernando Pessoa e Florbela Espanca musicados por Fagner.

Gravou, em 1983, "Palavra de Amor" que teve participação do grupo Roupa Nova e Chico Buarque. Nos anos seguintes, gravou os discos "A Mesma Pessoa" e "Semente". Esses foram os últimos discos com a gravadora CBS.

Ao lado da Banda Blitz, Gonzaguinha e outros, Fagner participou do 12º Festival Mundial da Juventude, realizado entre julho e agosto de 1985, em Moscou.

Em 1986, Fagner lançou seu primeiro disco pela gravadora RCA, com o nome de "Fagner - A Lua do Leblon" que superou a marca de 300 mil cópias vendidas.

Em 1987, Fagner lançou mais um disco, "Romance no Deserto", título em português de uma canção composta e gravada por Bob Dylan no album Desire. Esse disco superou a marca de 1 milhão de cópias vendidas e foi lançado também nos Estados Unidos da América, pela BMG music/Nova Iorque. As canções "Deslizes" e "À Sombra de Um Vulcão" ficaram por mais de 700 dias entre as mais tocadas do Brasil.

O último disco da década de 80, "O Quinze", décimo quinto disco da carreira de Fagner, recebeu o Prêmio Sharp de melhor álbum do ano.

O primeiro álbum da década de 90, "Pedras Que Cantam" (1991) teve como primeira canção de trabalho "Borbulhas de Amor" que se tornou imediatamente sucesso nacional. O disco recebeu disco de platina tripla por vender 750 mil exemplares. As canções "Borbulhas de Amor", "Pedras Que Cantam" e "Cabecinha no Ombro" ficaram durante 8 meses nos primeiros lugares nas rádios do Brasil.

Fagner passou dois anos sem lançar um disco novo. Foram vinte meses de preparo até que o disco "Demais" fosse lançado em maio de 1993. O disco revive os principais temas da Bossa Nova, com versões de canções de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Dorival Caymmi. No ano seguinte, Fagner lançou o disco "Caboclo Sonhador", com clássicos do forró, com versões de canções de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, dentre outros. O disco não tem nenhuma canção de sua autoria.

Em 1995, Fagner fixou moradia em Fortaleza e lançou o álbum "Retratos". O álbum recuperou canções do fim dos anos 70 que ainda não tinham sido gravadas por ele.

O vigésimo álbum de sua carreira foi lançado em 1996 com o título de "Pecao Verde". Nesse mesmo ano, Fagner completava 23 anos de carreira artística.

O último disco da década de 1990 foi "Terral" que não tem nenhuma canção de sua autoria.

Em 2001, Fagner gravou o álbum que tem o título apenas de Fagner. Tem canções em parceria com Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Abel Silva e Cazuza. A parceria de Fagner e Zeca Baleiro rendeu uma série de shows pelo Brasil.

Em 2004, pela Indie Records, Fagner lançou o álbum "Donos do Brasil". Em 2007 lançou o cd "Fortaleza" e em 2009, o cd "Uma Canção no Rádio".
Fontes: Site Wikipedia, Site Raimundo Fagner

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