sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Rico Medeiros

Nilzo Medeiros, conhecido artisticamente como Rico Medeiros, nasceu em Niterói/RJ.

Durante quase duas décadas, ele foi a cara e a voz da Acadêmicos do Salgueiro. Assim poderia ser definido o puxador Rico Medeiros. Sua voz sempre foi identificada com facilidade: uma voz rouca e levemente falseteada, conduzindo o samba com competência.

A partir de 1978, ao conduzir “Do Yorubá à luz, à Aurora dos Deuses”, Rico Medeiros passou a ser o intérprete oficial do Salgueiro tanto na avenida quanto na gravação do disco original dos sambas-enredo. Desde então, foram 15 anos de dedicação à família salgueirense, com uma breve passagem no apoio do carro de som na Imperatriz Leopoldinense, em 1987. Neste período, o sambista revezava-se entre ser o cantor principal da escola e também como coadjuvante de luxo de outros puxadores igualmente ilustres. Rico dividiu o microfone com David Corrêa (84), Rixxa (88 e 89) e Quinho (91 e 92).

Em 1994, Rico Medeiros trocou a Cidade Maravilhosa por Niterói, mas permaneceu nas cores vermelha e branca, ao assumir o microfone da Unidos do Viradouro, com o samba “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal”, ajudando a escola a obter o terceiro lugar no desfile. Depois do carnaval de 95, Rico Medeiros deixou a condição de intérprete oficial e passou a ser requisitado para defender sambas nas eliminatórias pré-carnavalescas das entidades, entre elas suas duas escolas do coração: Salgueiro e Viradouro.

Rico Medeiros não fica limitado a interpretar músicas para serem cantadas na passarela do samba. O cantor já gravou discos com sambas “de meio de ano” e também partidos altos. É autor de “Blusa amarela”, parceria sua com Moacir, que fez relativo sucesso nas emissoras de rádio no final da década de 70, quando foi gravada pelo grupo Os Originais do Samba. Rico Medeiros também teve músicas suas gravadas por Neguinho da Beija-Flor. Também foi político, tendo um mandato de vereador por São Gonçalo-RJ (foi o sexto mais votado do município na década de 80).

Início: Final da década de 70, no Acadêmicos do Salgueiro
Primeiro ano como intérprete oficial: 1978

1978 a 1992 – Salgueiro

1981 - Unidos de Nilópolis

1981 - Unidos de Cosmos

1983 – Boêmios da Madama (Niterói)

1985 - Lins Imperial (Grupo A)

1987 – Imperatriz (como cantor de apoio de Alexandre D’Mendes)

1994 e 1995 – Viradouro

GRITO DE GUERRA: Simbora, Salgueiro! (durante seu tempo no Salgueiro) e Exploooode, Viradooooouroo! (na sua passagem pela escola de Niterói).

CACOS CARACTERÍSTICOS: “Nossa Senhora!”; “muito bonito”; “aí, bateria”; “haaaaaaay”.

SAMBAS DE SUA AUTORIA: “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal” (94, com Gilberto Fabrino, Jorge Baiano e PC Portugal); “O rei e os três espantos de Debret” (95, com Bernardo, Gilberto Fabrino, Gonzaga, João Sergio, José Antonio Olivério, PC Portugal e Wilsinho); “Blusa amarela” (samba em parceria com Moacir).

Fonte: Sambariocarnaval

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