sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Lana Bittencourt

Lana Bittencourt é o nome artístico de Irlan Figueiredo Passos, nascida no Rio de Janeiro, RJ no dia 5 de fevereiro de 1931.

Desde menina causava sensação cantando nas festas familiares e em casa de vizinhos e amigos da família. Antes de escolher a carreira artística, cursava línguas anglo-germânicas na Faculdade de Filosofia. Sempre se destacou pela capacidade de cantar em vários idiomas, o que lhe valeu um prefixo nas rádios: Lana Bittencourt, "A internacional".


Lana Bittencourt
Em 1954, iniciou sua vida artística na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Logo gravou um "jingle" que fez muito sucesso na época. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco em 78 rpm pela Todamérica com os sambas "Samba da noite", de Luís Fernando e Wilton Franco e "Emoção", de Emanuel Gitahy e Wilson Pereira. Logo depois foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Nessa época, excursionou pelo interior do Brasil. Ainda em 1954, chegou a ter um programa exclusivamente seu na TV Paulista (canal 5 de SP) que tinha a duração de 30 minutos.

Em 1955, transferiu-se para a Columbia, onde gravou grande parte de seus discos. O primeiro disco na nova gravadora tinha o fox "Juca", de Haroldo Barbosa e o bolero "Johnny Guitar", de Victor Young com versão de Júlio Nagib. Em seguida, gravou o samba "Pobre menino rico", de Vargas Jr. e Oscar Bellandi. Em 1956, gravou o samba canção "Quem se humilha", de Ricardo Galeno, o maxixe "Ataliba e seu Bombardão", de Haroldo Barbosa e o samba canção "Meu caso", de Betinho e Nazareno de Brito. No ano seguinte, gravou o bolero "Esquecimento", de Nazareno de Brito e Fernando césar, o samba canção "Se alguém telefonar", de Jair Amorim e Alcyr Pires Vermelho, que foi um de seus maiores sucessos e, o baião "Zezé", de Humberto Teixeira e Caribé da Rocha, que também conseguiu fazer um razoável sucesso.


Lana Bittencourt
Ainda em 1957, fez sucesso com a rumba "Little darlin'", de M. Williams. Também no mesmo ano, lançou um LP com o samba canção ""Se todos fossem iguais a você", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, então pouquíssimo registrado. Em 1958, gravou o samba canção "Conselho", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme. Nesse mesmo ano, lançou "Lana em Musicalscope", um de seus principais trabalhos e que trazia dois de sues grandes sucessos já lançados anteriormente: "Se alguém telefonar" e "Little darlin'". Ainda em 1958, foi agraciada com o troféu Microfone de Ouro, instituído pela revista Radiolândia, depois de escolhida por um júri de críticos especializados e representantes de agências de propaganda como a "Melhor cantora do ano" no Rádio.

Em 1959, lançou o samba "Amor sem repetição", de Lírio Panicali e Ester Delamare e a valsa rock "Quero-te assim", de Tito Madi. Em 1960, gravou dois sambas de Luiz Antônio: "Poema das mãos" e "Amor, amor". No mesmo ano, gravou o LP "Sambas do Rio", no qual interpretou composições de Tom Jobim e Luiz Antônio como: "Amor, amor", "Poema das mãos", "Eu e o Rio", "Chorou chorou", "Estrada do amor" e "Ri", de Luiz Antônio e "Longe é o céu", "Corcovado", 'Outra vez", "Só em teus braços", "Fotografia" e "Este teu olhar", de Tom Jobim.


Lana Bittencourt - 2012
Em 1962, lançou o LP "Exaltação ao Samba", com destaque para "Os quindins de Iaiá", de Ary Barroso, "Bahia com "H", de Denis Brean, "A Bahia te espera", de Chianca de Garcia e Herivelto Martins e "O que é que a baiana tem?", de Dorival Caymmi. Em 1963, transferiu-se para a CBS e gravou com sucesso a música "Chariot", de Stolle e Del Roma. No mesmo ano, lançou o LP "O sucesso é Lana Bittencourt" sendo acompanhada por Astor e sua orquestra, com destaque para "Meu sonho em tuas mãos', de Fernando César e Britinho, "Canção de esperar o amor", de Carlito e Romeo Nunes e "Teus olhos", de Sérgio malta e Romeo Nunes. Em 1965, gravou o LP "Lana no 1800", com as músicas "Castigo", de Dolores Duran, "Ma vie" e "Au revoir", ambas de Alain Barrière, Vidalin e Bécaud, além de um pot pourri intitulado "A voz do povo", com músicas de Luiz Vieira, João do Vale, Zé Kéti e outros.

Lana Bittencourt - 2013
Em 1982, lançou o LP Jubileu de prata" pelo selo AVM no qual gravou "Sangrando", de Gonzaguinha, "Me deixas louca", de Armando Manzareno e "Samba da noite", de Wilton Franco, além de regravar os sucessos "Little darlin'" e "Se alguém telefonar". Em 1986, gravou o LP "Karma secular", pelo selo Fermata, com destaque para as composições de autores contemporânoes como em "Rosa de viver", de Abel Silva e Sueli Costa, "A morte do imortal", de Nonato Buzar e Ronaldo Bôscoli, "Onde foi que eu errei", de Antonio Ferreira e Carlos Dafé e a música título, de Ângela RoRo. Na década de 1990, teve o LP "Exaltação do samba", relançado em CD com o título do samba "Exaltação à Bahia", já que as 12 faixas do tem como tema a Bahia, como "Oração ao Senhor do Bonfim", de Tito Madi e "Na baixa do sapateiro", de Ary Barroso, entre outras já citadas. Em 1998, teve lançado pela Polydisc um CD com seus maiores sucessos, incluindo "Ouça", de Maysa, "Maria, Maria", de Milton Nascimento e Fernando Brant e "Olhos nos olhos", de Chico Buarque. Ainda na década de 1990, começou a fazer pequenos shows para eventos especiais, como casamentos, formaturas e almoços/jantares de celebração sempre acompanhada por um a três músicos.

Atualmente continua em atividade, apresentando-se em espetáculos e eventos por todo o Brasil.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.



                                                                      Lana Bittencourt - "Ave Maria" - 1959


                                                             Lana Bittencourt  "Little Darlin'" - 1957


                                                         Lana Bittencourt - "Se Alguém Telefonar" - 1958


                                                         Lana Bittencourt - "Na Baixa do Sapateiro"


                                                            Lana Bittencourt - "Você Já Foi a Bahia"


                                                        Lana Bittencourt - "Se Todos Fossem Iguais a Você" - 2011


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