quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Salomé Parísio

Dulce de Jesus Oliveira, conhecida artisticamente como Salomé Parísio, nasceu em Bonito/PE, no dia 3 de junho de 1921.

Sua carreira começou em Recife em 1946 e em 1947 já era estrela do Cassino Tabaris em Salvador, BA.

Em 1949, no Rio de Janeiro, estrela o mítico musical “Um Milhão de Mulheres”, no Teatro Carlos Gomes. Em São Paulo, arrasa como estrela-atriz-cantora na revista “Prato do Dia”, onde dividia o palco com Cole e a divina Virgínia Lane.

O Brasil estava se tornado pequeno para ela. Em 1950 excursionou por Portugal e abalou o Cassino do Estoril. Em 1952, de novo o país se rendeu a ela com “Pra Lá de Boa” dirigido por Lulu de Barros. Em 1955 suas pernas renderam páginas na Argentina, onde fez longa e milionária excursão. No ano de 1960, finalmente chegou a Nova Iorque em grande estilo no Rádio City Music Hal,l dirigida por Carlos Machado. Em 1962 estrelou, de volta ao Brasil, “Um Violinista no telhado”, onde cantou as canções judias.

Foi a única atriz e cantora a ser convidada pela Força Aérea Americana, para cantar para os pracinhas na Segunda Guerra Mundial ! Foi recebida com chuva de papel picado em seu retorno ao Rio de Janeiro, ocasião em que o então Distrito Federal decretou feriado.

Fez programas de rádio, TV, novelas, outras revistas picantes até 1980, quando viajou por mais 12 países apresentando “Macunaíma” e dirigida por Antunes Filho. Foi premiada em Nancy, na França. Em 1981, uma nova geração a descobriu no histórico musical “Aí vem o dilúvio”.

Os anos passaram, Salomé, continua trabalhando. Dá aulas de canto e regularmente canta a “Ave Maria” de Gunot em casamentos com sua voz ainda maravilhosa. Vive sozinha em um confortável apartamento no centro da cidade de São Paulo, nos arredores da Igreja da Santa Cecília.

Em 2003 fez um show no Teatro Itália, a “Sonhos de vedete”. É a última vedete viva pioneira do teatro de revista brasileiro, ainda em atividade. Todas as outras sobreviventes estão há muito aposentadas: Virginia Lane, Maria Quitéria, Dorinha Duval, Lady Hilda e outras. A respeito de sua carreira, Salomé confessa: “ Por ter feito pouca televisão após 197,0 sou pouco popular hoje. Preferi viajar o mundo. Nem tudo são flores e tenho muita saudade de meu único filho que morreu jovem”, conta, sem entrar em detalhes. Ainda falta uma grande homenagem a Salomé Parísio”.

Continua em atividade. Ministra aulas de técnica vocal na Ordem dos músicos.

Fonte: Site Ovadiasaadia

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