quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Paulo Diniz

Paulo Lira de Oliveira, artisticamente conhecido como Paulo Diniz, nasceu em Pesqueira/PE, no dia 24 de janeiro de 1940.

Ainda criança mudou-se para a cidade de Recife, onde trabalhou como engraxate.

Iniciou a carreira artística trabalhando como crooner e baterista de cabarés. Ainda no Recife, atuou como ator e locutor na Rádio Jornal do Comércio.

Em fins da década de 1950, mudou-se para o Ceará a fim de trabalhar como ator. Em 1964, transferiu-se para o Rio de Janeiro.

Começou a trabalhar como locutor na Rádio Tupi, em substituição ao radialista Paulo Porto. Durante algum tempo, foi locutor esportivo. Nesse período, enveredou pela Jovem Guarda, cantando iê-iê-iê.

Em 1966, gravou pela Copacabana seu primeiro disco, interpretando "O chorão", de Edson Mello e Luís Keller. Em 1967, foi morar no Solar da Fossa, onde conviveu com Paulinho da Viola, Caetano Veloso e outros artistas. No mesmo ano lançou o LP "Brasil, brasa, brasileiro", pela Copacabana.

Em 1970, lançou o LP "Quero voltar para a Bahia", pela Odeon, onde se destacam "Um chop pra distrair" e a música título, ambas de sua parceria com Odibar. No ano seguinte, gravou pela mesma gravadora "Paulo Diniz", no qual fez sucesso com "O meu amor chorou", de Luiz Marçal Neto e "Pingos de amor", em parceria com Odibar, um de seus maiores sucessos e que recebeu inúmeras regravações. Gravou, também no mesmo ano, "Asa Branca", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

No ano de 1974, Paulo Diniz fez sucesso com a gravação de "E agora José", poema de Carlos Drummond de Andrade musicado por ele. Em 1976, fez sucesso com "Vou me embora pra Pasárgada", poema de Manuel Bandeira que ele musicou. Em 1978 lançou o LP "É marca ferrada", onde fizeram sucesso as composições "Me leva morena", parceria com Marconi Norato e Juhareiz Correya e "Severina cooper (It'S not mole não)", de Accioly Neto. Em 1984, lançou "Canção do exílio".

Ao longo de sua carreira, Paulo Diniz musicou diversos poemas de consagrados poetas brasileiros, entre os quais Augusto dos Anjos, "Versos íntimos", e Gregório de Mattos, com "Definição do amor". Suas composições foram gravadas por diversos intérpretes, entre os quais Fagner, com "Quero voltar pra Bahia", Simone, que gravou "Chega", Emílio Santiago, com "Um chope pra distrair", Clara Nunes, com "Canseira", Elizeth Cardoso, com "Símbolo de paz".

Sua composição "Pingos de amor" conheceu diversas regravações, entre as quais as de Kid Abelha, Neguinho da Beija-Flor, Ricardo Chaves, Sula Miranda, Fernando Mendes e Araketu.

Em 2002, teve relançados os LPs "Brasa, Brasil, braseiro" e "Quero voltar pra Bahia" em CD na série "Dois em um".

Um dos maiores sucessos de Paulo Diniz, "Quero voltar pra Bahia" ("I Want to Go Back to Bahia") foi uma composição feita em homenagem a Caetano Veloso, então exilado em Londres.

Atualmente Paulo Diniz continua realizando apresentações, com a mesma voz vibrante de antes, porém numa cadeira de rodas, já que contraiu uma misteriosa doença em 2005 que paralisou seus membros inferiores.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB e Wikipédia.

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