quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cássio Tucunduva

Cantor, violonista e compositor, Cássio Tucunduva nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 19 de julho de 1950.

Cássio Tucunduva, fundador da lendária banda Os Lobos, é um dos guitarristas mais respeitados de Niterói. Seu extenso currículo é pontuado por importantes participações em festivais de música, sucessos radiofônicos e participações em discos de artistas consagrados da MPB.

O amor ao blues e ao rock´n´roll foi o que motivou o jovem Cássio a se aventurar pelos caminhos da música. Com a banda Os Lobos, que inicialmente contava com José Antônio na guitarra base, Roberto Gomes no baixo e Luis Sérgio na bateria, a carreira começava a tomar forma. Cássio conta como foi o início de tudo; "Foi nos anos 60, com a onda dos Beatles e a gente montou aqui em Niterói uma banda com esse nome, Os Lobos. Nós formávamos um quarteto, calcado nos moldes dos Beatles, com duas guitarras, baixo e bateria, tocando, obviamente, Rock'n'roll", lembra.

Tempos depois o cantor e compositor Dalto se une à banda, na mesma época em que sua irmâ, Cristina Tucunduva, também passa a fazer parte da turma. Com essa nova formação, os Lobos gravaram uma composição de Dalto intitulada Fanny, sucesso que rendeu a contratação pela Top Tape, onde gravaram o primeiro vinil. "A gente teve sorte de gravar uma música que estourou nas paradas no final dos anos 60, uma música chamada Funny do Dalto, e depois a gente foi contratado por uma outra gravadora maior, a Top Tape, e chegamos a gravar um LP chamado com faixas que também estouraram, com músicas de compositores como Luís Carlos Sá e Paulinho Machado e também músicas próprias", conta Cássio.

Mas foi com a participação no 7º FIC, em 1972, que Os Lobos despontaram para o sucesso. A escolha da música Eu Sou Eu, Nicuri é o Diabo, composta pelo então desconhecido Raul Seixas, fez o país voltar as atenções àquela banda carismática e de postura rebelde, consolidando o nome dos Lobos no cenário nacional e integrando-os à uma preciosa safra de bandas brasileiras. "Foi o último dos grandes festivais", lembra Cássio. "Esse festival, em 1972, nós classificamos uma música do Raul Seixas que era um cara que estava se lançando no festival também, com duas músicas. Eram elas Let Me Sing e Eu sou Eu, NIcuri é o Diabo".

Para celebrar essa época de ouro dos festivais de música, está sendo preparado oo filme 1972 de José Emilio Rondeau. Os Lobos participam da trilha sonora com a música título de um de seus LPs, Miragem. "Foi um ano em que rolaram altas bandas como Mutantes, Os Lobos, The Bubbles, Módulo 1000, enfim, várias bandas incríveis que estão nesse filme", adianta.

Ao partir para carreira solo, Cássio Tucunduva teve uma de suas composições defendida pela banda Roupa Nova no Festival MPB Shell da Rede Globo em 1980. Apesar da música No Colo Del Rey não ter sido premiada com o primeiro lugar, ganhou a aprovação de Jorge Amado, que a indicou como sua preferida. "Na época entrevistaram o Jorge Amado na Bahia, e perguntaram qual a melhor música que ele tinha ouvido. E ele responde: 'Estão me dizendo aqui que é pra falar que é a música de fulano e beltrano, mas eu não tenho compromisso com ninguém então eu vou falar do que eu gostei mesmo. Eu gostei de uma que fala do Colo Del Rey'. Não ganhei o festival, mas ganhei a aprovação do mestre, aí foi super legal", lembra com orgulho.

Entre suas experiências como músico de estúdio, Cássio marcou presença em discos de Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Emilio Santiago, Zizi Possi e Chico Buarque entre outros. Fez também a trilha sonora do filme A Noite do Espantalho. Em 2000 gravou seu primeiro CD solo, Filho e, em março de 2003 esteve no Canadá fazendo shows de música brasileira. Seu mais novo projeto chama-se Canto sobre tudo, um CD de sambas.

E para quem pensa que esse é um terreno desconhecido para o roqueiro Cássio, a classificação na semi-final do Festival Fábrica do Samba, com uma composição em parceria com Nei Lopes, fala por si. O samba também está entre os talentos do músico. "Eu estou na iminência de lançar esse disco chamado Canto Sobre Tudo, que é um disco só de sambas de minha autoria e alguns em parceria com Biafra, com João Luís Magalhães, também com o Ney Lopes (uma música do festival, "Erva Daninha"), com Luis Antônio a música título Canto Sobre Tudo que também fez parte desse festival "Fábrica do Samba", adianta o músico que não para de fazer planos e música.

Atualmente faz shows pelo Brasil acompanhando artistas de renome ou apresentando seu trabalho. E dedica-se, em Niterói, onde vive, ao lançamento do CD 'Cássio e Os Tais', com suas novas composições.

Fonte: Mídiacaos.

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