sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Joel Marques

O cantor e compositor João Miguel Marques de Medeiros, conhecido artisticamente apenascomo Joel Marques, nasceu em Lagoa Vermelha/RS, em 1º de outubro de 1952.

Por causa do pai, apaixonou-se cedo pela música. Começou tocando o mesmo instrumento que seu Joaquim: a gaita, que é muito parecida com o acordeom.

Joel Marques é um dos oito filhos de seu Joaquim e dona Almerinda. De origem humilde, os pais se esforçaram muito pra sustentar toda a família.

Joel era o mais velho e trabalhava durante o dia num escritório. De noite, fazia o que mais gostava: cantar e tocar.

As primeiras apresentações públicas foram em bailes e eventos. Com 17 anos, Joel Marques foi convidado a participar de uma banda de baile. Fez muitas apresentações e ficou conhecido na região onde morava. Aos 17 anos, participou do grupo Viva a Gente que tocava rock influenciado pela jovem guarda. Em São Paulo, em meados dos anos 1970, iniciou a vida artística como cantor, recebendo incentivo do radialista José Homero Bettio. Embora desejasse seguir carreira como cantor, sua primeira oportunidade real foi como compositor.

Um dia Joel recebeu convite para cantar num programa de televisão em Porto Alegre. Por ser finalista ganhou o direito de ir ao Rio de Janeiro cantar no programa do Chacrinha.

Com 19 anos, Joel Marques foi pressionado pelo pai a se decidir entre a profissão de contador e a música. Resolveu seguir a voz do coração e investir na carreira artística. Pegou a mochila com roupas e um violão e caiu na estrada. A mãe, que sempre apoiou as decisões do filho, despediu-se chorando. A cena serviu de inspiração para uma das músicas de maior sucesso do compositor.

Joel Marques veio pra São Paulo na década de 70. Dormiu em banco de rodoviária até chegar numa gravadora. Apresentou várias composições próprias e gravou o primeiro álbum em 1977, pela CBS, com oito composições suas, mas o disco acabou não sendo lançado. Em 1981, através do radialista José Homero Béttio conheceu a dupla Chitãozinho e Xororó que gravou duas composições suas "Pés descalços" e "Não desligue o rádio". Em 1984, conheceu o primeiro sucesso com a composição "Jornal de ontem", gravada pela dupla Valderi e Mizael. No ano seguinte, a dupla Chitãozinho e Xororó gravou "Pés descalços", parceria com Chitãozinho. Em 1985, a mesma dupla gravou "Coração quebrado", "Depois de mim", e "Sob medida", as três, de parceria com Xororó, e "Não desligue o rádio", com Chitãozinho, no disco "Coração quebrado". A partir de então, teve diversas composições gravadas por inúmeros artistas, entre os quais Roberta Miranda, Sérgio Reis, Mato Grosso e Mathias, Durval e Davi, Léo Canhoto e Robertinho, Trio Parada Dura, Sula Miranda, Ataíde e Alexandre, Jean e Júnior, Carmem Silva e Zezé Di Camargo e Luciano.

Em 1990, sua composição "Cawboy do asfalto" deu título ao disco de Chitãozinho e Xororó daquele ano, além de ser uma das músicas de maior sucesso. Ainda nos anos noventa, Leandro e Leonardo fizeram enorme sucesso com a composição "Não aprendi a dizer adeus". Também foram sucessos de sua autoria "Caminhoneiro do amor" e "Rumo certo", com Sula Miranda, "Pode ser pra valer", com Chitãozinho e Xororó, "Minha vida sem ela", com Chrystian e Ralf, "Oração de rodeio" e "De cidade em cidade", com Jayne e "Voando sem asas", com Zezé di Camargo e Luciano.

Em 1993, montou um estúdio de gravação de 24 canais com a intenção de ajudar novos talentos a gravarem. Em 1994, sofreu acidente na cidade de Bastos, quando caiu de uma altura de seis metros, sofrendo hematoma cerebral, fratura nas costelas e na coluna, levando longo tempo para se recuperar. Já teve mais de 100 composições gravadas.

Em 1997, suas composições "Fim de semana", com Vicente Castilho e "Preciso te encontrar", com Ivone Ribeiro foram gravadas pela dupla João Paulo e Daniel. Por essa época, teve gravadas as músicas "Secretária de sucesso", com Zancopé Simões, pela dupla Jean e Júnior, e "Ponto de chegada", com Maracaí, pela dupla Matogrosso e Mathias. Em 1999, teve a música "Faz ela feliz", com Maracaí gravada pelo cantor gaúcho Wilson Paim no CD "Momentos".

Em 2002, teve as músicas "Ritmo cigano"; "Você está dentro de mim" e "Me dê um sinal de luz" gravadas pela cantora Elaine Braga no CD "Paixão sertaneja". Em 2003, teve a toada "No dia em que eu saí de casa" gravada pelo cantor pernambucano Zezinho Barros no CD "Seresta - volume 1". Em 2005, "No dia em que saí de casa", já gravada por Zezé di Camargo e Luciano em 1995, foi trilha sonora básica do filme "Dois filhos de Francisco- A história de Zezé di Camargo e Luciano", de Breno Silveira, ao lado da canção "É o amor", de Zezé di Camargo.

Continua compondo e lançando novos sucessos, particularmente canções sertanejas. Atualmente mantém uma parceria, inclusive em gravação de disco, com Randall.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

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