sábado, 1 de dezembro de 2012

Luiz Américo

É o nome artístico de Américo Francisco Filho, nascido na cidade de Santos/SP (Morro do Marapé), em 22 de agosto de 1946.

Luiz Américo
Começou cantando desde menino e foi no concurso de calouros do Sílvio Santos que "Américo Francisco", como era conhecido, despontou para o cenário nacional, ganhando todas as provas do concurso.

Sua infância foi marcada por uma tragédia. Era uma quinta-feira. A chuva começou por volta das 14h30, ficou mais forte depois das 16h e só cessou às 22h. Grande parte da cidade de Santos ficou alagada naquele 1º de março de 1956. Houve deslizamento em vários morros da região. A tragédia atraiu a atenção do governador do estado de São Paulo, Jânio Quadros, e do então presidente da República, Juscelino Kubitschek. No morro do Marapé, inúmeros chalés foram soterrados, dezenas de pessoas morreram. Entre as testemunhas do desastre, Américo Francisco Filho, de 10 anos, não teve sua casa destruída, mas 41 anos depois, ainda lembra bem daquele dia.


Luiz Américo
“Foi difícil, uma coisa muito triste. Morreram 12 pessoas da minha família. Tivemos que sair do morro por um tempo, mas o que nos deixou irritado foi por que não avisaram pra sair antes da tragédia? Morreu muita gente naquele dia”.

O garoto cresceu, virou Luiz Américo, sambista famoso e respeitado, e no mesmo disco que contém um de seus maiores sucessos Camisa 10, fez questão de regravar Adeus Marapé. A música fez sucesso com a dupla Ouro e Prata e conta a história de um motorista de ônibus que sai para trabalhar no dia da tragédia, e, quando volta, encontra sua mulher e filho vitimados pelo deslizamento.


Luiz Américo
Porém, foi naquele mesmo morro que Américo descobriu e foi descoberto pelo samba. Das rodas nas esquinas e nos botecos, até os 24 discos gravados, dois de platina e oito de ouro (que na época representavam vendagens superiores a 250 mil e 100 mil cópias respectivamente), muita coisa aconteceu.

Ainda jovem, o sambista já era requisitado para se apresentar em vários locais da região. “No bairro do Gonzaga tinha uns bares que o pessoal se reunia, cantava junto e recebia por isso. No final do domingo, sempre tinha uma bolsa cheia de dinheiro, a gente dividia, eu sempre levava dinheiro para casa”, lembra.


Luiz Américo
Nessa época, Américo trabalhava no cais. Convidado para cantar em um piquenique em Peruíbe, onde provavelmente estariam pessoas influentes que poderiam lhe ajudar em sua carreira, foi conversar a respeito com seu patrão. “Ele disse que eu poderia ir, mas perdia o emprego. Aí eu fui”, lembra.

Felizmente, tudo aconteceu ainda melhor do que o sambista imaginara. Um dos convidados gostou de seu trabalho, ofereceu-se para levá-lo a São Paulo e, de quebra, ainda lhe arrumou um novo emprego, em uma empresa de despachos.


Luiz Américo / 2007
Acompanhado de pessoas influentes, Américo começou a ver sua carreira profissional decolar. No programa Show de Calouros, de Silvio Santos, venceu todas as eliminatórias, até se tornar o vencedor do ano. Com o prêmio, comprou uma casa para os pais, que ainda moravam no morro do Marapé. “Aí começou nossa vida”, explica.

Depois do primeiro prêmio, vieram muitos outros: 10 Globos de Ouro, 14 Cassinos de Ouro do Chacrinha, e o prêmio de Melhor cantor nacional, realizado por Flávio Cavalcanti. Surgiram os convites de grandes gravadoras e aí já como Luiz Américo conseguiu seu primeiro sucesso, “Desafio”, mais conhecida como "Cuca cheia de cachaça" e daí em diante foram vários, “Camisa 10”, “Fio da véia”, “Carta de alforria”, “Casa cheia”, “O gás acabou”, “Na hora da sede”, entre tantos outros.


Luiz Américo / 2008
Foram oito discos de ouro e suas músicas executadas em todas as rádios do Brasil e exterior e imagem marcada pelo seu boné em todos os programas de TV da época, sem dúvida um dos maiores ídolos da geração da década de 1970 & 1980.

Seu maior sucesso foi a canção “Camisa 10”, que teve uma grande repercussão por falar da Seleção Brasileira de Futebol de 1974, que depois de se tornar tricampeã México, atravessava um período de altos e baixos para disputar a Copa da Alemanha de 1974. Vendeu milhares de cópias. Recebeu prêmios no Brasil e no exterior.

Hoje ele é dono de uma casa noturna chamada Lucky Scope no Guarujá, e seus filhos cantores no Grupo Feitiço (banda de samba) montaram uma casa de samba em sua homenagem com o nome de Typographia Brasil, em Santos, onde o cantor se apresenta até hoje.


Luiz Américo / 2011
Seus sucessos já foram gravados por Clementina de Jesus, Ângela Maria, Sílvio Caldas, Wilson Simonal e estão sendo re-gravados por cantores da atualidade como Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Marcelo D2 entre outros.

Atualmente reside na cidade do Guarujá.

Fonte: Wikipédia.


                                                                                                Luiz Américo - "Camisa 10"


                                                                                              Luiz Américo - "Carta de Alforria"


                                                                                                  Luiz Américo - "O Gás Acabou"


                                                                                           Luiz Américo - "Filho da Véia"


2 comentários:

  1. Maravilha heim!

    QSL do Brasil
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  2. Esse cara merece destaqe absoluto. Suas musicas deram me muita alegria. Que Deus te ajude veio.

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