sábado, 1 de dezembro de 2012

Germano Mathias

O cantor Germano Mathias nasceu em São Paulo/SP, em 2 de junho de 1934.


Germano Mathias
É um dos representantes do samba paulistano.

Ainda menino, participava das rodas de samba dos engraxates da Praça da Sé e outras do centro de São Paulo como Praça João Mendes e Praça Clóvis Bevilacqua.


Seu grande sucesso foi "Minha nega na janela", também seu samba de estreia. Chamou a atenção por causa do jeito peculiar de interpretar os sambas, sempre de forma sincopada, e acompanhá-los tocando com uma tampa de uma lata de graxa, herança dos engraxates da Praça da Sé, com quem conviveu no início da década de 1950. Germano também é conhecido por interpretar vários sambas de Zé Ketti.

Em 1951 passou a integrar a Escola de Samba Rosas Negras e, logo depois, transferiu-se para a Escola de Samba Lavapés.



Germano Mathias
Iniciou a carreira profissional cantando no programa de calouros na Rádio Tupi paulista "À Procura de um Astro". A partir de então, demonstrou seu estilo sincopado de interpretar, utilizando uma lata de graxa niquelada para marcar o ritmo da música. A apresentação rendeu-lhe um contrato com a Rádio Tupi, que registrou em sua carteira "Cantor e executante de instrumentos exóticos".

Gravou o primeiro disco em 1956, no qual incluiu uma composição sua em parceria com Doca, o samba "Minha nega na janela", lançado pela gravadora Polydor.



Germano Mathias
Em 1957, gravou "A Situação do Escurinho", de Aldacir Louro e Padeirinho, e "Falso Rebolado", de Jorge Costa e Venâncio (Polydor). No mesmo ano lançou, pela mesma etiqueta, o primeiro LP intitulado "Germano Matias, o Sambista Diferente", com o qual recebeu os prêmios "Roquete Pinto" e "Guarani".

No ano de 1958, gravou um de seus sucessos, o samba "Guarde a Sandália Dela" (RGE), parceria com Sereno, que mais tarde receberia versão da dupla Jair Rodrigues/Elis Regina.

Lançou em 1959 a música "Malandro de Araque", de F. M. Cabral e Rafael Gentil, sátira à onda das lambretas (a que os rapazes da classe média aderiram em peso) que invadiu São Paulo e Rio de Janeiro no fim da década de 1950.



Germano Mathias
Em 1960 transferiu-se para as Emissoras Unidas (Rádio e TV Record de São Paulo).

Lançou em 1961 o samba "Malvadeza Durão", de Zé Keti, pela RGE. No ano seguinte, transferiu-se para a gravadora Odeon, pela qual lançou um disco 78 rpm com as faixas "Baile do risca-faca" e "Bonitona do primeiro andar", ambas de autoria de Jorge Costa.

Em 1964 foi contratado pela gravadora Phillips, onde gravou dois sambas de Zé Kéti: "Nega Dina" e "O Assalto".

No ano de 1965 assinou contrato com a TV Record e no ano seguinte, lançou novo disco pela RGE, contendo a música "História de um Valente", de Nelson Cavaquinho e José Ribeiro Souza.



Germano Mathias
Em 1967 transferiu-se para a TV Globo de São Paulo, na qual apresentou um programa intitulado "Nosso Ritmo é Sucesso".

Teve ainda músicas gravadas pelas etiquetas Cantagalo, Chantecler, CID e Beverly, tendo gravado cerca de 20 discos entre 78 rpm, compactos e LPs.

Seu grande sucesso foi "Minha Nega na Janela", também seu samba de estréia.

Fã de Germano Mathias, Gilberto Gil gravou, em 1978, o álbum "Antologia do Samba-Choro" que traz também algumas gravações originais do sambista.



Germano Mathias
A maioria de seus discos saiu nas décadas de 1950 e 1960. Depois disso, seus lançamentos foram cada vez mais esporádicos.

Participou dos filmes "O Preço de Vitória" e "Quem roubou meu samba". Foi convidado para atuar na novela "Brasileiras e Brasileiros", exibida pelo SBT em 1990.

Em 1999, ao lado de Osvaldinho da Cuíca, Aldo Bueno e Thobias da Vai Vai, participou do CD "História do samba paulista", do selo CPC-Umes, lançado na Choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo.

No ano de 2002 lançou pela gravadora Atração o CD "Talento de bamba". Deste disco também participaram Oswaldinho da Cuíca, o trombonista Bocato e Isaias do Bandolim.



Germano Mathias
Em 2003 fez diversos lançamentos do CD "Talento de bamba", apresentando-se em show no Ópera de São Paulo (SP) e no Sindicato dos Metalúrgicos, da cidade de Santos, acompanhado da roda de samba Ouro Verde F.C. Neste mesmo ano de 2003, ao lado de Bezerra da Silva, apresentou-se no Sesc Interlagos. Na ocasião, o show foi transmitido ao vivo para o programa "Bem Brasil", da TV Cultura de São Paulo.

No ano de 2004 lançou o CD "Talento do Samba", no Sesc da Vila Mariana e ainda, acompanhado pelo grupo Quinteto em Branco e Preto, participou do projeto "Brasil de Todos os Sambas", no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.



Germano Mathias / 2012
Em 2005 lançou o CD "Tributo a Caco Velho", compositor gaúcho radicado em São Paulo, do qual sempre confessou ser a sua principal influência. No disco, interpretou "Meu Fraco é Mulher" e outras composições do homenageado em parceria com o também gaúcho Lupicínio Rodrigues. Neste mesmo ano, ao lado de Juraíldes da Cruz e Alfredo Del Penho, participou do "Projeto Pixinguinha", fazendo o show inaugural no Auditório Radamés Gnáttalli, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Logo depois o trio saiu em turnê por várias cidades do país.

Em 2005, Germano Mathias completou 50 anos de carreira e apresentou-se em 2006 no Programa Rei Majestade.


Germano, morador do Jardim Líder, bairro violento da periferia de São Paulo, já gravou um disco inteiro ("Antologia do Samba Choro", 1978) em parceria com o hoje ministro da Cultura, Gilberto Gil. Dividiram os créditos no disco, mas não chegaram a se encontrar. Na época, a Warner, gravadora de ambos, tentou promover o encontro da dupla em estúdio, mas o sambista, alegaram os produtores, havia sumido.

O cantor, esquecido do grande público, possui apenas dois shows por mês, em média, na agenda.
Sites Wikipedia, Dicionário Cravo Albin de MPB, Folha de São Paulo.



                                                                                          Germano Mathias -  "Joga a Chave" - Programa Ensaio / 1975




                                                                                 Germano Mathias - "Guarde a Sandália Dela / História de um Valente" / 2007



2 comentários:

  1. Quem pode esquecer do MalvadeaDurão ?

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  2. É impossível esquecer Germano Matias, o Malvadeza Durão.

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