sábado, 1 de dezembro de 2012

Dóris Monteiro

A cantora Adelina Dóris Monteiro, conhecida como Dóris Monteiro, nasceu em 23 de outubro de 1934, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.


Dóris Monteiro
Começou a cantar ainda adolescente, participando, em 1947, do programa “Papel Carbono”, de Renato Murce, levado ao ar pela Rádio Nacional. No ano seguinte, foi apresentada a Almirante, diretor da Rádio Tupi, pelo cantor Alcides Gerardi. Submetida a um teste para cantora, foi aprovada e começou a participar dos programas musicais da rádio.

Começou a carreira profissional em 1951, aos 17 anos de idade, como cantora da Rádio Tupi, tendo trabalhado na emissora durante oito anos. Ainda em 1951, gravou seu primeiro disco em 78 rpm, pela gravadora Todamérica com os sambas “Se Você se Importasse”, de Peterpan, que ficou em primeiro lugar nas paradas de sucesso durante três meses e “Fecho meus olhos… vejo você”, de José Maria de Abreu. Em 1952, Dóris Monteiro gravou os sambas “Quantas vezes?”, de Peterpan; “Bate um sino além”, de Alberto Ribeiro e José Maria de Abreu e “Sou tão feliz”, de Roberto Mário e Maurício de Lima e o bolero “Nunca te direi”, de José Maria de Abreu e Jair Amorim. No mesmo ano, foi eleita “Rainha dos Cadetes”.



Dóris Monteiro / 1955
Em 1953, gravou os sambas “Você não sabe”, de Antônio Almeida e Frazão e “Linguagem dos olhos”, de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro e o beguine “Ruínas”, de Haroldo Eiras e Vitor Berbara. Ainda em 1953, foi levada para o cinema. Estrelou “Agulha no Palheiro”, de Alex Viany, cantando a música homônima, sendo eleita a melhor atriz do ano por sua atuação no filme. Vieram, em seguida, “Rua Sem Sol”, “Tudo é Música”, “Carnaval em Caxias”, “De Vento em Popa”, “A Carrocinha”, “O Espetáculo Continua” e “Copacabana Palace”, uma produção italiana dirigida por J. Teno, com participação de Tom Jobim (como ator), além de João Gilberto e Luiz Bonfá. Em 1954, gravou os sambas “Basta dizer adeus”, de Hilton Simões, Luiz Lemos e Humberto Pinheiro e “Desejo”, de Wilson Batista e Jorge de Castro. No ano seguinte, transferiu-se para a gravadora Continental e estreou com os sambas “Por que razão”, de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto e “Quando tu passas por mim”, de Antônio Maria e Vinícius de Moraes. No mesmo ano, gravou os sambas canção “Se é por falta de adeus”, de Tom Jobim e Dolores Duran e “Dó-ré-mi”, de Fernando César, que fez bastante sucesso, com arranjos de Antônio Carlos Jobim. Ainda em 1955, Dóris Monteiro fez uma temporada no Cassino de Punta del Este no Uruguai. Em 1956, gravou o samba cançao “Engano”, de Luiz Bonfá e Tom Jobim e a toada “Gosto da vida”, de Hianto de Almeida e Francisco Anísio. No mesmo ano, lançou o LP “Confidências de Dóris Monteiro com música de Fernando César” no qual interpretou músicas do compositor, entre as quais, “Vento soprando”; “Graças a Deus”, um de seus grandes sucessos; “O amor é isso” e “Cigarro sem baton”.


Dóris Monteiro / 1957
Em 1957, ingressou na gravadora Columbia e lançou o LP “Dóris Monteiro”, que tinha na contra capa texto do compositor Fernando César. Este LP tinha entre outras, “Faça de conta”, de Fernando César; “Mocinho bonito”, de Billy Blanco, outro de seus sucessos; “Meu tempo”, de Edson Borges e “Marcada”, de Maysa. No mesmo ano, fez apresentações com Dorival Caymmi, em Lisboa e Coimbra em Portugal. Em 1958, gravou a toada “Real conclusão”, de Edgardo Luiz e Amado Régis, o bolero “Faça de conta”, de Fernando César e o samba canção “Eu não existo sem você”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. No ano seguinte, gravou os sambas “Argumentação”, de Afonso Chiodi, Lomonaco e Nanai e “Uma só vez”, de Caco Velho. Em 1960, lançou mais um LP pela Continental, “Vento soprando”, que trazia antigas gravações e ainda “Joga a rede no mar”, de Fernando César e Nazareno de Brito, um de seus maiores sucessos e “Sempre teu” e “Paraíso perdido”, da dupla Fernando César e Britinho.


Dóris Monteiro
Em 1961, Dóris Monteiro foi para a gravadora Philips e lançou os sambas “Palhaçada”, que fez bastante sucesso e “Fiz o bobão”, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, “Sei lá”, de James Levi e “Coração só faz bater”, de João Melo. Em 1963 lançou pela Philips o LP “Gostoso é sambar”, com destaque para as músicas “Nós e o mar”, “Você e eu”, “Parti” e “Olhou pra mim”, com arranjos de Walter Wanderley e Ed Lincoln. No ano seguinte, lançou o LP “Doris Monteiro”, com arranjos do maestro Lindolpho Gaya, lançando a música “Diz que fui por aí” que seria depois consagrada na voz de Nara Leão. Em 1966, gravou o LP “Simplesmente”, com o qual estreou na gravadora Odeon, com arranjos de Meirelles e Lyrio Panicali, com destaque para “Muito à vontade”, de João Donato e João Mello, “Meu refrão”, de Chico Buarque e “Sem mais adeus”, de Francis Hime.


Dóris Monteiro / 1972
Em 1969, lançou o LP “Mudando de conversa”, pela Odeon, com destaque para a música título, de Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho , um de seus grandes sucessos, “Vou te contar”, de Tom Jobim, “Canção da volta”, de Ismael Netto e Antônio Maria e “Chamego”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia. No ano seguinte, gravou com o cantor Miltinho o LP “Dóris, Miltinho e charme”, que apresentou diversos pot-pourris. Ainda em 1970, lançou LP solo onde se destacaram as músicas “A feira”, de Nonato Buzar, “Garota do Pasquim”, de Carlos Imperial, “Brasil, brasa, braseiro”, de Antonio Adolfo, “Glória, Glorinha”, de Erasmo Carlos e “Vou deitar e rolar”, de Baden Powell. No ano seguinte, gravou outro LP com Miltinho, com destaque para “A pedida é samba”, de Julinho de Castro, “Fim de caso”, de Dolores Duran, “Quero-te assim”, de Tito Madi e “Nunca”, de Lupicínio Rodrigues. Ainda em 1971, lançou LP solo no qual cantou “Coco verde”, de Sérgio Sampaio, “É isso aí”, de Sidney Miller, “Mas que doidice”, de Antônio Carlos e Jocafi, “Vamos partir pro mundo”, de Tibério Gaspar e Antônio Adolfo e “Mais um adeus”, de Toquinho e Vinícius de Moraes. Em 1972, gravou o terceiro LP com Miltinho, com destaque para “Diz que sim”, de Luiz Antônio, “Doce lembrança”, de Waldemar Gomes, “O amor e a rosa”, de Pernambuco e “Deixa”, de Vinícius de Moraes e Baden Powell. No mesmo ano, gravou sozinha “Dose pra leão”, de César Costa Filho e Walter Queiroz, “Essa menina”, de Sidney Miller, “”Moço”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e “Regra três”, de Toquinho e Vinícius de Moraes. Em 1973, lançou LP solo pela Odeon no qual interpretou “Eu só quero um xodó”, de Dominguinhos e Anastácia, “Jogo duro”, de Tom e Dito, “Viagem”, de Paulo César Pinheiro e João de Aquino e “Água na fonte”, de Nenéo. No mesmo ano, gravou o quarto LP da série com Miltinho no qual a dupla interpretou “Quando eu vim de Minas”, de Xangô da Mangueira, “Se Deus quiser”, de Jair Rodrigues e Wando, “Minhas razões”, de Antônio Carlos e Jocafi e “Lendas do Abaeté”, de Jajá, Manoel e Preto Rico.


Dóris Monteiro
Em 1974, partcicipou da série radiofônica, em cadeia nacional de emissoras, “MPB 100, ao vivo”, de que resultaram oito elepês nos quais ela interpretou Billy Blanco e os compositores da bossa ao lado de Lúcio Alves e Alaíde Costa, com roteiro, direção e apresentação de R. C. Albin. No mesmo ano, lançou LP no qual interpretou clássicos como “Nem eu”, de Dorival caymmi, “Fiz a cama na varanda”, de Dilú Melo e Ovídio Chaves, “Vingança”, de Lupicínio Rodrigues e “Dor de recordar”, de Olegário Mariano e Joubert de Carvalho. Em 1976, lançou o LP “Agora Dóris Monteiro” no qual gravou “Flauta de lata”, de Cacaso e Sueli Costa, “Lugar comum”, de Gilberto Gil e João Donato, “Dia de feira”, de João de Aquino e Jesus Rocha; “Eu hein, Rosa!”, de Paulo César Pinheiro e João Nogueira e “Tema de Dóris”, de Ricardo. Em 1978, gravou um LP com Lúcio Alves a partir de repertório de apresentações no Projeto Pixinguinha, com destaque para “Mudando de conversa”, de Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho , “Pra dizer adeus”, de Edu Lobo e Torquato Neto; “Sábado em Copacabana”, de Dorival Caymmi e “De conversa em conversa”, de Lúcio Alves e Haroldo Barbosa.


Dóris Monteiro
Em sua carreira, destacam-se as gravações de “Joga a rede no mar” e “Dó ré mi”, de Fernando César e Nazareno de Brito, “O que eu gosto em você”, de Sílvio César, “Olhou pra mim”, de Ed Lincoln e Sílvio César, “Apelo”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, e “Coqueiro verde”, de Roberto e Erasmo Carlos, entre outras. Foi uma das cantoras de maior prestígio dentro da TV Tupi, onde chegou a ter programa com seu próprio nome e onde chegou a ser bastante admirada pelo dono da emissora, Assis Chateaubriand.

Em 1986, participou do disco “Essas Mulheres: Dóris, Elizeth, Helena e Ângela Maria”, lançado pela Continental.



Dóris Monteiro / 2008
Em 1990, Dóris Monteiro esteve no Japão, a convite de Lisa Ono, e se apresentou em teatros de Osaka, Nagoya e Tóquio. Nessa ocasião, gravou a música “Praia nova”, de Lisa Ono e Paulo César Pinheiro no disco “Bossa nova underground”. No ano seguinte, participou, ao lado de Emilinha Borba, Ivon Curi e Zezé Gonzaga, de espetáculo comemorativo dos 70 anos do rádio no Brasil, escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin e encenado no Teatro do BNDES, com grande sucesso, interpretando o início de sua carreira, famosa na época por usar uma única trança no cabelo, quando estava sempre acompanhanda por sua mãe, que não a deixava sozinha um momento sequer.

Em 1992, gravou pela Sony Music o CD “Samba canção”, da série Academia Brasileira de Música, com destaque para “Chove lá fora”, de Tito Madi, “Ronda”, de Paulo Vanzolini, “Jura secreta”, de Sueli Costa e Abel Silva, “Manhã de carnaval”, de Antônio Maria e Luiz Bonfá e “Pra você”, de Sílvio César.

Em 2002, Dóris Monteiro fez show na Sala Baden Powell, em Copacabana dentro da série “Na Hora do Chá”, da RioArte.



Dóris Monteiro / 2012
Em 2003, apresentou-se com Miltinho em show no Centro Cultural Banco do Brasil cantando antigos sucessos dos anos 1950 como “Palhaçada”, de Luiz Reis e Haroldo Barbosa.

Em 2004, em comemoração aos seus 70 anos, foi presenteada pelas gravadoras Universal e EMI com o relançamento em CD de doze de seus melhores discos. Na ocasião, realizou dois shows de lançamento no Bar do Tom, em Ipanema.


No ano de 2012 apresentou-se no Programa Som Brasil, ao lado de Alexia Bomtempo, interpretando "Mocinho Bonito".

Dóris Monteiro apresenta-se em shows em diversas localidades do país, dentre os quais a temporada 2008 do Projeto Adoniran – Oito e Meia, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Fontes: Sites Uol; MPBNet; LastFM.



                                                                                Dóris Monteiro - "Céu Sem Luar" no filme "A Carrocinha" / 1955





                                                                                Dóris Monteiro - "Mudando de Conversa" / 1977



                                                                               Dóris Monteiro - "Dó - Ré - Mi" / 2012




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