quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mary Terezinha

Mary Terezinha Cabral Brum, ou simplesmente Mary Terezinha, nasceu em Tupanciretã/RS, no dia 30 de março de 1948.

Muito conhecida no Rio Grande do Sul, Mary costumava tocar canções de Teixeirinha, e por isso foi apelidada inicialmente de "Teixeirinha de Saias". Em 1961, aos 13 anos, acabou conhecendo Teixeirinha, com quem teria uma relação amorosa e uma carreira que duraram 22 anos.

Com ele gravou diversos LPs, e participou de vários filmes, sendo todos eles, participando do papel principal ao lado de Teixeirinha, algumas trilhas sonoras eram interpretadas pelos dois entre as quais: "Ela Tornou-se Freira", "Casalsinho Violento", "O Afilhado", entre outras.

Gravou a milonga: "Gauchinha Fronteirista" e o arrasta-pé: "Sou Levada", ambas de autoria do casal.

Em 1978, gravou o LP: "Mary Terezinha", lançado pela gravadora Continental.

Em 1983 Mary e Teixeirinha separaram-se nos palcos e na vida pessoal. Com o fim da dupla, a acordeonista, então com quase 40 anos, casou-se com o mentalista Ivan Trilha. Com ele percorreu vários países.

Em dezembro de 1985 Teixeirinha faleceu em Porto Alegre. Mary afirmou, anos depois, o que sentiu naquele dia: “Estava no Rio de Janeiro quando ele morreu. Quem me avisou foi o Luís de Miranda, pelo telefone. Enviei Alexandre ao velório, mas não fui junto. Para mim a morte não existe: existem apenas as pessoas e aquilo que nos deixam. E o legado de Victor Matheus Teixeira eu conheço bem.”

Pelo mundo, Mary percorreu várias nações ao lado de Trilha. Eles conheceram grandes personalidade como Mercedes Sosa e o general Noriega, do Panamá.

Em 19 de junho de 1989, o casamento chegou ao fim. Mary e Ivan começaram a divergir, entre outros fatores, porque a vida do mentalista era muito corrida e não tinha paradeiro. Durante os anos do casamento, entretanto, Mary não se afastou da música. Gravou alguns LPs naquele período e, depois do matrimônio, inclinou-se cada vez mais para a política, sendo partidária do PDT de Leonel Brizola.

No início dos anos 1990, Mary Terezinha converteu-se à doutrina evangélica, fato que mudaria completamente sua vida. A partir de então, passou a cantar apenas músicas relacionadas ao novo credo, especializando-se no gênero gospel. Em 1992, fora dos holofotes da mídia, lançou o livro “A gaita nua”, sua autobiografia, na qual conta em detalhes os anos em que passou ao lado de Teixeirinha.

Como missionária evangélica, a “menina da gaita” continuou percorrendo o Rio Grande do Sul e o Brasil, agora levando mensagens de fé.

No início dos anos 2000, gravou dois CDs: “Mari Terezinha” e “A serviço do Rei”, ambos com músicas de sua autoria cantadas ao som do eterno companheiro acordeom.

Passou a ter o nome escrito sem a letra Y no final. Seus discos louvam Deus e Cristo, numa linguagem simples e com ritmos já consagrados, tais como o xote e a vaneira. No primeiro CD, Mary dedica uma faixa ao testemunho de sua conversão. Durante alguns minutos, ela conta como foram os difíceis anos depois da separação de Teixeirinha e de que forma ela converteu-se à doutrina evangélica.

Mary, mãe de dois filhos (Alexandre e Liane, também filhos de Teixeirinha), hoje está com mais de 60 anos e mais viva do que nunca. Continua pregando os ensinamentos bíblicos em toda parte em que lhe chamam. Um de seus discos já vendeu mais de 100 mil cópias, mesmo sem contar com apoio da grande mídia.

Entrevistada pelo jornal Zero Hora em 2006, ela revelou: “Não interessa o passado. Sou outra. Sou uma nova criatura. Não quero falar”. E para os fãs que desejam saber seu paradeiro, mandou um recado: “Eu não morri, viu? Tô viva.”

Fonte: Blogspot Revivendo Teixeirinha

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